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domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Não lhe desejo um ano sem dificuldades, sem tristezas ou sem fracassos porque não quero que seja privado de algo que possa lhe fazer crescer. Mas lhe desejo, sim, um ano de oportunidades, alegrias e sucesso maiores e, mais do que tudo, um ano que valha a pena ser lembrado em cada detalhe. Desejo um ano de histórias e de pessoas, de reciprocidade e equilíbrio, mas não equilíbrio demais.
Que o Sol nasça bem disposto hoje, porque quero que este dia seja longo. Quero um ano com mais convicção e coragem do que hesitação. O medo pode ficar. Pode ficar quieto no seu canto, mas que fique por aqui.
Que o dia de hoje seja tão bom quanto seu desejo para o dia de amanhã. E que você queira sempre um bom dia amanhã. Por hoje, lhe desejo o encantamento.
É verdade que não preciso de um ano novo para lhe desejar bons dias, mas aproveito a deixa, mesmo assim. Afinal, novos dias chegam hoje também.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

As Piores Declarações de Amor

  • "Você é perfeito/a."
-Então você não está olhando direito.
-Mas eu também gosto dos seus defeitos!
-Mentira. Até porque isso iria contra a definição de defeito.
1º Fato: Não existe pessoa alguma no mundo inteiro que lhe agrade em todos os aspectos.

  • "Vou amar você para sempre."
-Tá... Mas você vai amar o que eu sou hoje, então? Digo, espero que daqui a alguns anos eu tenha amadurecido um bocado, não serei o/a mesmo/a. E, como nem eu mesmo/a sei quem serei então, como você pode prometer amar o que não conhece? E então você continuaria a amar o que eu era, e não a pessoa em quem eu me tornaria... Ou seja, você amaria alguém que não existiria mais. É  isso mesmo?
-Não! Algo em você sempre permanecerá, certo? Todos  temos alguma essência que é imutável!
-Ahm... Tá. Só que você não tem como saber que parcela do que você chama de minha personalidade é a minha essência. Fora que você também pode - e provavelmente vai - mudar. Você pode mudar de gosto. E você não tem como saber do que vai gostar, se ainda vai gostar do que sou hoje ou se vai gostar do que serei no futuro. E também não tem como prometer que isso não vai acontecer.
2º Fato: Nós mudamos quando amadurecemos, bem como nossos amores.

  • "Eu preciso de você."
-Quer uma mão pra trocar a lâmpada?
-Não, quis dizer que não sei ser feliz sem sem você! *-*
-Cê tá de brinks. '-'
-Não... '-'
-Você está dizendo então que eu sou a única opção para você. É bem isso?
-É...
-Que, já que não há outra opção, não há uma escolha. É isso?
-Acho que é...
-Poxa, achava que você me amava. '-'
-E isso não quer dizer que eu te amo? o_o
-Não, né. Isso quer dizer que você só está comigo porque não tinha escolha.
3º Fato: Só se ama de verdade quando há escolha, quando se pode ser feliz apesar da ausência daquele ser amado, mas se escolhe ser feliz com ele e assim compartilhar e semear a felicidade.


Muitos vão olhar isso com desprezo e negar o que aqui foi dito. Em todo caso, deixo a declaração de amor mais sincera que posso fazer:
"Sabe, eu bem que poderia ser feliz sem você, mas não quero."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Poder Mudar II

Eu sempre acreditei que as pessoas podiam mudar. Olhava para o que eu achava que havia sido e para o que achava que tinha me tornado e sentia algum orgulho por, supostamente, ter alcançado meu objetivo e ser o que desejava ser.
Então os anos passaram, os colegas passaram, as fases passaram e as críticas também, mas chega uma hora em que as pessoas, com razão, não têm mais tempo nem interesse de ouvir desculpas forjadas no mesmo molde falho, e os anos, os colegas e as fases que seguiram, inéditos, trouxeram críticas humilhantemente similares. E aí a coragem de olhar no espelho falhou.
Minha coragem falhou comigo como venho falhando com meus colegas, meus amigos, minha família e a sociedade. Mas minha coragem é minha responsabilidaede e sua falha só agrava as minhas pois delas faz parte.
Pedi perdão algumas vezes, mas queria mesmo era pedir perdão por saber que continuaria a cometer os mesmos erros. Acho que muitas dessas vezes só procurava por autoindulgências, afinal, e agora quero de novo ser perdoada e poder me perdoar por isso.
Eu sempre acreditei que as pessoas podiam mudar. Isso não significa que não acredite mais que elas possam, mas que nem sempre isso acontece ou que, quando acontece, nem sempre acontece como se planeja.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Poder Mudar

Você pode mudar. Você pode perceber que os outros podem mudar. Você pode ter a ilusão de que mudou. Você pode achar erroneamente que os outros querem mudar ou que já mudaram. Você até pode pedir que eles mudem, mas geralmente não deve. Você deve estar ciente de que eles podem mudar, mas não deve também esperar as mudanças que você deseja. Você pode se adaptar aos outros, mas você não os pode mudar.

[Peço desculpas aqui a todos que já quis ou ainda não consigo evitar querer mudar.]

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pathos

Passível.
Passional.
Apaixonada.
Passadista.
Padecente.
Doente.
Dá na mesma.



"O Pathos da nobreza e da distância, como já disse, o duradouro, dominante sentimento global de uma elevada estirpe senhorial, em sua relação com uma estirpe baixa, com um 'sob' - eis a origem da oposição 'bom' e 'ruim' ".
(Nietzsche, GM I,2) Nietzsche - Genealogia da moral - Cia das letras (1998)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Novo Começo

[Tá um pouco atrasado pra um post de Ano Novo, mas vamos lá...]
Uma vez eu ouvi dizer que o dia do ano em que mais pessoas começam uma dieta é o 1º de janeiro. Acho engraçado. Também acho engraçado que as pessoas vistam cores específicas na noite de passagem de ano de acordo com o que desejam para o ano seguinte, geralmente branco, esperando assim atrair paz. Isso, porém, não significa que eu mesma seja uma exclusão ao caso do branco, nem ao caso da dieta. [Riam]
Acontece que, por algum motivo, nós, pessoas humanas, gostamos da idéia do começo, como se isso em especial nos desse a oportunidade de deixarmos de ser quem vínhamos sendo, quase como se nos eximíssemos da responsabilidade por tudo o que fizemos até a véspera.
Vivemos fazendo isso de procurar um novo começo: em inícios de anos letivos, aniversários, depois do carnaval [Afinal, para o brasileiro o ano só começa depois do carnaval.] ou mesmo na Páscoa, para os cristãos.
É importante que percebamos que apenas o que difere esses dias dos tantos outros dias do ano é o significado que atribuímos a eles, seja por religião ou qualquer tipo de conveniência. Isso quer dizer que qualquer dia do ano é uma oportunidade de mudarmos o modo como agimos, pensamos e sentimos, e assim mudarmos quem somos, não que algo disso seja fácil, e lembrando aqui que tudo o que cultivamos em nosso ímtimo se multiplica.
Sendo assim, desejo a você um ano cheio de paz, prosperidade, esperança, luz e, principalmente, amor. Não porque estamos em algum início, mas porque essas coisas por si só são boas. Principalmente o amor; as outras são consequência.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hipocritamente Civilizados

O avanço da civilização, ao mesmo tempo que nos traz esclarecimentos nem sempre confortáveis, faz com que o conhecimento objetivo e a seriedade tomem gradualmente o espaço das questões subjetivas e dos sentimentos de prazer e contentamento.
O ser humano vê-se, então, limitado, uma vez que seu ego requer atenção e que é incapaz de se responsabilizar infinitamente. Seu conflito não gira apenas em torno da aparente oposição entre um futuro confortável e um futuro maduro. Vê-se que é biologicamente impossível ao homem continuar a avançar sobre populações, de outras espécies ou mesmo humanas, e sobre o planeta, tão intensa e continuamente, e teme-se que o domínio humano sobre a Terra esteja em seu ápice e que, daqui para a frente, só haja decadência.
Ora, se continuarmos a ter em mente que o crescimento da civilização implica o controle do homem  sobre toda forma de vida, realmente entraremos em decadência em breve e o ápice do domínio humano não corresponderá ao ápice de nossa felicidade. Isso, porém, não quer dizer que devemos abrir mão de toda e qualquer posse para sermos felizes, mas sim que saborear cada pequena conquista, individual ou coletiva, fará com que nos sintamos mais completos e percebamos que algumas aparentes conquistas, supérfluas, a longo prazo nos trarão mais preocupações do que alegrias.
É preciso que reavaliemos os valores das coisas e reconheçamos o ser humano em toda sua individualidade; urge reavaliarmos os valores em que nos inserimos e reconhecermos o ser humano em todas as suas limitações. Faz-se aparente a necessicidade de valorização das noções subjetivas sobre a tendência corrente de tornar toda forma de conhecimento objetiva e generalizada.

domingo, 24 de outubro de 2010

Escolhas despercebidas

Por que a gente escolhe O TEMPO TODO. Não dava pra não postar sobre isso. E provavelmente vou postar de novo sobre esse tema, já que sobre isso eu tenho MUITO o que falar.
Você com certeza já teve de fazer uma escolha difícil. Escolheu o que cursar na faculdade, escolheu gastar as economias de três anos inteiros pra pegar pista vip naquele showzaço, escolheu pedir aquela menina com quem você ficou por sete meses em namoro. Também teve de fazer escolhas que lhe pareceram muito mais fáceis. Tipo quando você escolheu dar um pé na bunda da garota ou quando você escolheu se matricular numa academia pra ficar com um corpo legal. Mas as escolhas que nos interessam agora são aquelas que você nem se toca que fez, seja porque são muito óbvias, tipo escolher por a meia POR BAIXO do tênis, e não por cima, porque, se a gente for parar pra pensar TODA VEZ que for escolher, a gente deixa de viver ou porque a gente simplesmente NUNCA PAROU PRA PENSAR, nem reparou que aquilo ERA uma escolha.
Você já se arrependeu de ter escolhido tratar uma pessoa com descaso ou raiva? Você já se arrependeu de ter escolhido ficar panguando, brisando loucamente, em vez de fazer o que deveria ser feito, ou pelo menos em vez de fazer algo um pouco mais últil? Você já se arrependeu de escolher comer um monte de besteiras pra aliviar o estresse da semana? E de ter escolhido não escolher?
Ninguém é de ferro. É normal cometer alguns erros, frustrar-se, descontar a frustração no lugar errado. Mas só o tempo que você perdeu - tentando se reconciliar com quem você tratou mal, se preocupando com as obrigações que ficaram pra trás, tentando perder os quilinhos que você engordou - vale mais do que o valor que tem sido atribuído a ele.
É importante saber se perdoar. Saber seu valor. Seu valor é o valor que você dá a suas escolhas, uma vez que você é o que você faz, não só o que quer e pensa fazer. Seu valor é o valor que você dá ao seu tempo. Não perca tempo se arrependendo. Não se preocupe. Ocupe-se.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Escolha profissional entre a Felicidade e o Retorno financeiro

Já faz algumas décadas que os jovens são forçados cedo demais a decidir que profissão seguir pelo resto de suas vidas. Alguns são felizes em suas escolhas e nelas persistem pelo resto de suas vidas. Outros, infelizes, as mantêm mesmo assim, permanecendo, porém, abertos a oportunidades de caminhos divergentes que possam surgir ao longo da vida, ou não as mantêm logo de início e vão em busca de outra carreira.
A escolha profissional, se feita com negligência ou incerteza, pode acarretar frustrações em se tratando do retorno financeiro, do produto gerado pelo trabalho e das relações interpessoais surgidas espontaneamente ou por imposições. Uma escolha bem feita implica, portanto, ponderar as habilidades físicas, intelectuais e sociais do indivíduo juntamente de suas ambições financeiras e, no sentido da elevação do ego e do altruísmo, espirituais.
Isso quer dizer também que aquele que tem ambições de mais difícil concretização mais dificilmente se sentirá satisfeito, enquanto aquele que não ambiciona muito será mais provavelmente contentado. Isso, porém, não quer dizer que aqueles que desejam pouco são mais felizes. Possivelmente, tais pessoas sofram de fortes inseguranças sobre si mesmos. E, para aqueles que ambicionam grande retorno financeiro, é importante avaliar se tal amibição não é um escape com a supressão das ineficiências intelectuais, físicas, sociais ou espirituais.
Assim como Bertrand Russel colocou a filosofia entre a religião e a ciência, conciliando o não-dogmático com o não-concreto, ao se fazer a escolha profissional deve-se conciliar o executável dentro dos limites físicos e intelectuais e a expectativa de retorno financeiro, social e espiritual.